segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Donos da Razão ou Portadores da Verdade?


Donos da Razão ou Portadores da Verdade?

     Não fomos chamados para sermos os "Donos da Razão". Fomos chamados para sermos os "Portadores da Verdade". Jesus é a Verdade (seus ensinamentos).
   Nem todos aceitaram isso (os Donos da Razão nos tempos de Jesus), mas Jesus não se importou em ser "aceito" . Afinal de contas, Ele sabia de quem era filho (de Deus), de onde tinha vindo (dos Céus, antes mesmo da criação da terra e de todo universo), e para onde estava indo após cumprir as ordens de Seu Pai (sentar novamente ao lado de Deus Pai até que o Senhor ponha todos os seus inimigos embaixo de Seus pés).
   Não nos importa (nós Filhos de Deus), sermos os "Donos da Razão" do nosso tempo.
   Nos importa sermos os portadores da verdade.Isso é o suficiente.
"Donos da Razão" manipulam pessoas para seu bel prazer afim de sustentarem suas próprias ideologias egoístas.Não as deixam escolher.
Portadores da Verdade semeiam a boa semente (a Palavra de Deus) e permitem que Deus dê o crescimento de maneira correta, no tempo favorável, em quantidade que só o próprio Deus estabelece.
   Portadores da Verdade, semeiam a Verdade, mas não atrapalham a ação do Espírito Santo.
Após semearem a Verdade, sentam, oram e aguardam o tempo da colheita!
Que não atrapalhemos a ação do Espírito Santo de Deus nas nossas vidas e principalmente na vida de nossos irmãos.
   Somos instruídos a ensinar, a discipular, a exortar e corrigir com amor (em tempo e fora de tempo por causa do dia mal) mas o o crescimento e maturidade espiritual para alcançarmos a estatura de Jesus Cristo, é ação sobrenatural do Espírito Santo de Deus!
Faça sua parte, mas permita o Espírito Santo fazer a Dele.

Com amor,

Vanessa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Livro A História dos Hebreus - Flávio Josefo - Um clássico da história universal. Depois da Bíblia, a maior fonte de informação sobre o povo Judeu.


Em História dos Hebreus o autor escreve com detalhes os grandes movimentos históricos judaicos e romanos. Qualquer estudante da Bíblia terá em Flávio Josefo descrições minuciosas de personagens do Novo Testamento (Evangelhos e Atos), tais como: Pilatos, os Agripas, os Herodes e inúmeros outros pormenores do mundo greco-romano, tornando esta obra, depois da Bíblia, a maior fonte de informação sobre o povo Judeu



Programa Incentivo à Leitura Bíblica - Cronograma de Leitura Bíblica

As Sete Cartas do Apocalipse

As Sete Cartas do Apocalipse

INTRODUÇÃO:

Tem muita gente que imagina que o Apocalipse é um livro repleto de mistérios enigmáticos que somente os especialistas seriam capazes de decifrar, mas isto não é verdade, pois o próprio termo Apocalipse significa revelação. Sendo assim, o que estava oculto, agora, está sendo revelado; Os sete selos que lacravam o livro  foram rompidos pelo Cordeiro de Deus, revelando, assim, como ele próprio vencerá e julgará o mal para estabelecer a plenitude de seu reino de justiça e paz (5.1-14).


Além disto, é preciso ter em mente que o Apocalipse são cartas endereçadas ao povo simples e sofredor das sete igrejas da Ásia Menor que viveram no primeiro século da era cristã. Portanto, foi escrito de tal maneira que essas pessoas humildes pudessem compreender sua mensagem.
O livro é uma revelação de como o glorioso Senhor Jesus Cristo, o soberano dos reis da terra (1.4), promoverá juízos contra os malfeitores trazendo pureza, justiça e paz ao mundo (6.12-17 e capítulos 18 a 22). O clima é de guerra contra o mal (18.14), onde inúmeros seguidores de Cristo estão sendo martirizados (6.9; 7.9-14 e 13.15; 20.4). Mas o que parece ser um sinal de fraqueza da Igreja se converterá em força, pois a morte não é o fim daqueles que seguem o caminho do Cordeiro de Deus que foi morto, mas ressuscitou e que vive e reina para sempre juntamente com todos os seus mártires (1.18; 18.14 e 20.4).


O livro traz conforto e ânimo aos que estão passando pela Grande Tribulação (7.13-17; 18.14). Eles não devem ter medo do sofrimento, pois tudo está sob o controle do Senhor Jesus (2.10). Ele triunfará sobre o mal e vingará o sangue dos inocentes (6.9-17; 18.14 e19.1-9), retribuindo a cada um segundo as suas obras (2.23; 22.12). O Rei das Nações (15.3) promoverá a cura das nações (22.2) e a maldição não terá mais lugar (22.3), pois felizes para sempre serão os que lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro (22.14; 7.14-17; 20.4).


Esta revelação é dada à sete igrejas da Ásia menor. Não haviam apenas sete igrejas naquela região, mas sete foram escolhidas para representar a Igreja de Cristo em sua totalidade, assim como João escolheu cuidadosamente sete milagres de Jesus para registrar em seu Evangelho com o intuito de representar a totalidade dos milagres como um demonstrativo da natureza divina de Cristo. O fato do Senhor comunicar em primeira mão à igreja o que ele está para prestes a executar demonstra o alto conceito que ele tem da Igreja.


A igreja pode ser desprezada e perseguida pelo mundo, mas é valorizada por Jesus. A igreja está no centro dos planos de Deus (Ef 1.22-23; 2.6-7; 2Co 5.18-20), ela é agente do Reino de Deus e serve como protótipo da nova criação, do novo céu e da nova terra que estão a caminho (1 Pe 2.9; Mt 5.13-15; Mt 6.10; At 1.8; 1 Pe 4.10; 2 Co 5.17; Rm 14.17).


Assim como Deus não fazia nada sem antes comunicar aos seus servos, os profetas (Am3.7), assim também, o Senhor comunica à Igreja o que está prestes a fazer, pois ela é o Corpo de Cristo nesta terra e foi incumbida de exercer um papel preponderante na execução dos planos de Deus (Mt 28.18-20; At 1.6-8; 1 Pe 2.9), além disto, o Senhor alerta a igreja para ela não ser pega de surpresa quanto as provações que há de enfrentar em sua luta contra o mal. O conteúdo desta revelação serve também de conforto e ânimo, motivando a Igreja a perseverar em seu testemunho diante das tribulações para que ela possa cumprir com fidelidade a sua importante missão no mundo.


A Igreja possui um papel ativo nos planos de Deus. Os eventos escatológicos estão intimamente ligados ao sucesso da missão da Igreja, pois o fim só virá depois da pregação do Evangelho a todas as nações (Mt 24.14). O Apocalipse revela que haverá no céu uma multidão incontável de mártires procedentes de todos os povos, tribos e nações (7.9), sinal de que a Igreja cumprirá com sucesso sua missão, possibilitando assim que os eventos de juízo contra o mal cheguem ao clímax na consumação dos séculos que trará o dia do Juízo Final. Tais juízos são consequências da ira de Deus que virá sobre a terra para vingar o sangue dos inocentes (6.10 e17; 14.7; 16.1-7 e 19.2) e para estabelecer um novo tempo em que a maldade não terá mais lugar (21.1-7).


Agora, todo privilégio traz consigo responsabilidades (Tg 3.1). O Senhor pede conta dos talentos entregues aos seus servos (Mt 25.19). “Para aquele que muito for dado, muito será requerido” (Lc 12.48). O Senhor está revelando à Igreja os seus juízos contra o mal que estão prestes a acontecer no mundo em favor da restauração da santidade, mas, “o julgamento começa pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?” (1Pe 4.17 e 18). Sendo assim, vemos aqui nestas cartas do Apocalipse, que o Senhor Jesus que está prestes a julgar o mundo, começa seu julgamento a partir de sua própria Igreja, pois ela deve servir como luz do mundo e sal da terra. A Igreja é uma comunidade escatologia, composta por novas criaturas, que receberam um novo coração (Ez 11.19) e que foram regenerados e capacitadas pelo Espírito (Tt 3.5-6), recebendo todas as condições necessárias para viverem uma nova vida de acordo com os valores do Reino de Deus (2Pe 1.3; Ef 1.3), servindo como um sinal e também como uma semente do futuro que Deus tem planejado para toda a humanidade (Ef 1.10). Vejamos o que Jesus escreve as sete igrejas.


Lendo as sete cartas de Cristo, percebemos o seguinte padrão geral: 1. Jesus se apresenta; 2. Jesus conhece as virtudes da Igreja; 3. Jesus conhece os pecados da Igreja; 4. Jesus punirá os infiéis; 5. Jesus exorta ao arrependimento 6. Jesus recompensará os fiéis e 7. A exortação final de Jesus. Então, Vamos examinar as cartas por cada um destes sete tópicos.


1. JESUS SE APRESENTA ASSIM ÀS SETE IGREJAS:

À Éfeso como aquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os candelabros (2.1).      
À Esmirna como o Primeiro e o Último, como aquele que morreu e tornou a viver (1.8).
À Pérgamo como aquele que tem a espada afiada de dois gumes (2.12),
À Tiatira como o Filho de Deus, cujos olhos são como chama de fogo e os pés como o bronze reluzente (1.18);
À Sardes como aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas (3.1);
À Filadélfia como aquele que é santo e verdadeiro e que tem a chave de Davi (3.7);
E à Laodicéia como o Amém, a testemunha fiel e verdadeira e como o soberano da criação de Deus (3.14).


Então, em suas apresentações, Jesus se revela como o Senhor da Igreja, que passeia no meio dela (1.20; 2.1; 3.1), marcando sua forte presença e presença no meio da Igreja com seus pés como de bronze reluzente e como aquele que tudo vê através de seus olhos que são como chama de fogo que examina as obras de cada um, queimando o pecado, destruindo a palha e purificando o metal precioso (1.18; 1Co 3.13); E, como aquele que morreu e ressuscitou, ele conforta e anima os atribulados, e com a chave de Davi, o santo e verdadeiro, tem poder para abrir e fechar portas que ninguém pode reverter. E, com sua espada afiada de dois gumes, ele está pronto para punir os malfeitores. Jesus não é apenas o Senhor da Igreja, mas é também o soberano da criação de Deus.


2. JESUS CONHECE AS VIRTUDES DA IGREJA

Portanto, Jesus conhece pessoalmente Igreja. Ele conhece as circunstâncias adversas (2.9, 13) e destaca as virtudes das igrejas, tais como: as boas obras (2.2, 19), o amor (2.19), o trabalho árduo (2.2, 19), a perseverança diante do sofrimento e pobreza (2.2, 3, 9, 19, 3.8, 10), a perseguição e martírio por fidelidade a Cristo (2.10, 13; 3.8) sua luta contra os hereges e seu apego a sã doutrina (2.3, 24, 3.10), sua santidade (3.4), sua fidelidade (2.13; 3.10) e obediência e a sua fé e serviço (2.19).


3. JESUS CONHECE OS PECADOS DA IGREJA

Mas Jesus também conhece muito bem os pecados da Igreja, tais como: aqueles que seguem os falsos apóstolos e profetas, aqueles que seguem as heresias dos nicolaítas, Jezabel e de Balaão, aqueles que vivem na prática de imoralidades e idolatrias, aqueles cujas obras não são perfeitas, aqueles que são mornos espiritualmente falando e aqueles que se acham espirituais, mas que de fato são miseráveis, pobres, cegos e que estão nus (3.17; 2Pe 1.8-9) , de modo a envergonhar o santo nome de Cristo.


4. JESUS ADVERTE MOSTRANDO AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA VIDA PECAMINOSA

Jesus não admite o pecado no mundo e muito menos na Igreja (2Tm 2.19).  Ele, num ato de misericórdia, buscando despertar a Igreja, adverte apontando para as duras consequências de uma vida pecaminosa. Os crentes devem se arrepender, “se não”: terão o seu candelabro removido (2.5), ou seja, a sua luz será apagada, e não terão direito a comer do fruto da árvore da vida que está destinado somente aos vencedores (2.7), e não terão direito a coroa da vida que esta destinada apenas aos que forem fiéis até a morte (2.10) e estarão sujeitos à segunda morte que é a condenação eterna, pois somente ao vencedor é dito que de modo algum sofrerá a segunda morte (2.11). Se não houver arrependimento e mudança de atitude, o próprio Senhor Jesus virá contra os impenitentes com a sua espada afiada de dois gumes (2.16), pois Jesus retribuirá a cada um segundo as sua próprias obras (2.23). Se os crentes não estiverem vigiando, serão surpreendidos quando, Jesus, o noivo vier de surpresa e ficarão de fora das bodas (3.3; Mt 25.1-13), terão seus nomes riscados do livro da vida, pois somente os fiéis é que jamais terão os seus nomes apagados deste livro (3.5; Ex 32.33). Se não houver arrependimento, se não houver fervor espiritual, o crente morno deve saber que corre o risco de ser vomitado da boca do próprio Deus (3.16).


5. JESUS CONVIDA AO ARREPENDIMENTO



Jesus conclama a Igreja ao arrependimento (2.4, 16, 21-24, 3.3, 19).Jesus passeia no meio dos candelabros (2.1), ele anda no meio da Igreja esquadrinhando mentes e corações. Ele enaltece as virtudes, mas também recrimina o pecado, advertindo quanto aos perigos que a Igreja está correndo se persistir no erro, tudo visando à cura e à restauração da santidade da Igreja. Pois o Pai repreende ao filho porque o ama e lhe quer bem (3.19). Jesus concede tempo e oportunidade para o arrependimento até mesmo daquela falsa profetiza Jezabel (2.21)! E para a mais carnal e pecaminosa de todas as sete igrejas, Jesus ainda estende este carinhoso convite, dizendo: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (3.20). Jesus está à porta batendo. Ele não está com um pé de cabra querendo entrar à força. Ele não nos empurra o Evangelho goela à baixo. Jesus não arromba a porta de nosso coração, pois deseja que sejamos receptivos ao seu convite amoroso. Só não aceita quem não quer. Ele não quer filhos contrariados dentro de sua casa. Se o filho quer ir embora, pode ir, mas se volta arrependido, mesmo estando em frangalho, ferido e quebrado, é recebido com beijos, abraços e muita festa! (Lc 15.11-24)


6. JESUS MOTIVA MOSTRANDO AS RECOMPENSAS

Jesus estimula sua Igreja mostrando os galardões ou recompensas que os fiéis receberão no final de sua jornada cristã. O vencedor comerá da árvore da vida que está no Paraíso de Deus (2.7), aquele que for fiel até a morte receberá a coroa da vida (2.10), o vencedor receberá ainda o maná escondido e uma pedra branca com um novo nome nela escrito (2.17), o que vencer e for obediente até o fim receberá autoridade sobre as nações e receberá a estrela da manhã (2.26-28), os vencedores que não contaminaram as suas vestes, andarão com Jesus, vestidos de branco, pois são dignos, e, por isto mesmo, jamais terão o seus nomes apagados do livro da vida, mas serão reconhecidos diante do Pai celeste (3.4-5), o vencedor servirá perpetuamente em posição privilegiada como coluna no santuário de Deus, e receberá em si a inscrição do nome de Deus, do Senhor Jesus Cristo e de sua santa cidade celestial (3.12), e, por fim, o vencedor receberá o direito de sentar-se juntamente com Cristo no seu trono assim como Jesus venceu e recebeu o direito de sentar-se no trono do Pai (3.21). A coroa da vitória é promessa garantida aos que combateram o bom combate, completaram a carreira, e guardaram a fé (2 Tm 4.7). Somos, assim, estimulados à desenvolver nossa salvação como temor e tremor e também à nos empenharmos para confirmar nossa eleição sabendo que é desta forma que estaremos ricamente providos para entrar no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador (2Pe 1.10.11).


7. ÚLTIMA EXORTAÇÃO DE JESUS

No final de cada uma das sete cartas, Jesus dirige uma última exortação, dizendo: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13 e 22). Como também alertou o autor de Hebreus: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração... cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo” (Hb 3.7-12). O Espírito de Cristo está falando e batendo a porta. Ele nos ama e quer o nosso bem, desejando ter comunhão conosco. “Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Porque, se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.1-3a). Portanto, “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”!


Bispo José Ildo Swartele de Mello - Revisado por Vanessa De Carlos.
http://escatologiacrista.blogspot.com/

O Mistério do Reino de Deus - “já e ainda não”

(Autor: Bispo José Ildo Swartele de Mello)
A manifestação e o estabelecimento do Reino de Deus, se dando não de modo abrupto como uma erupção vulcânica, mas de modo paulatino com um pequeno e modesto início tal qual um grão de mostarda em seu processo gradual de desenvolvimento, foram algo surpreendente e, até mesmo, frustrante para a comunidade dos discípulos, que agasalhavam a esperança num Messias judaico, que restauraria o reino de Israel, que promoveria uma revolução total, que subjugaria os inimigos de modo visível e incontestável, não poderiam eles supor que isto se daria em duas etapas, inaugurada na primeira vinda como uma revolução espiritual com amplas implicações sociais e políticas, mas de desenvolvimento gradual e, somente completada de maneira cabal, por um evento abrupto e cataclísmico, de caráter total e inquestionavelmente revolucionário por ocasião da Segunda Vinda. E é por esta razão que Jesus se concentrou em falar sobre a natureza do Reino de Deus a fim de esclarecer aquilo que, até então, residia como um mistério. Este mistério residia também no fato de que, ao contrário das expectativas judaicas, Jesus não veio para ocupar o trono de Davi, ele não é, tão somente, o Rei de Israel, Pois ele é o Rei dos reis! No batismo de Jesus há uma voz que vem do céu e diz “este é o meu filho amado em que tenho todo prazer”. No Antigo Testamento “filho amado” é o servo sofredor e, em Marcos 10.45, lemos que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos. “Filho do Homem” é uma expressão derivada de Daniel sete, que o descreve como uma figura messiânica, que viria de modo glorioso e triunfante. No entanto, aqui, em Marcos 10.45, vemos a síntese da figura gloriosa do “Filho do Homem” e da figura do “Servo Sofredor”. Eis aí o mistério que foi desvendado em Cristo, mas que os discípulos tiveram dificuldade de entender e muitos não entendem até hoje.
O próprio Pedro, após sua confissão de Jesus como o Messias, ou Cristo, como registrado em Mateus 16.13-23, mostrasse estarrecido quando, na seqüência, Jesus começa a falar sobre sua missão de morrer na cruz cumprindo o papel de Servo Sofredor. O espanto de Pedro se deve a sua expectativa equivocada a respeito do Messias e do Reino de Deus, cogitando apenas das coisas humanas e não entendo nada a respeito do plano de Deus. Pedro e os demais discípulos precisaram ser instruídos de que o Messias precisaria ser crucificado. O Filho do Homem seria também o Servo Sofredor. Sua entrada triunfal como Messias foi em um jumentinho. E o Messias não estaria num trono em Jerusalém, mas numa cruz. Sua coroa seria de espinhos!
Outro texto que mostra a dificuldade dos discípulos em discernir a natureza do Reino messiânico de Jesus é o de Marcos 10.35-45, que conta como Jesus recebe pedido de dois discípulos para estarem em posição de autoridade especial. Aqui, Jesus afirma, mais uma vez, que ele é ao mesmo tempo o Filho do homem e o servo sofredor, fazendo menção ao seu cálice e batismo de sofrimento como símbolo da sua cruz, dizendo também que os discípulos precisariam também beber o cálice, carregando também a sua própria cruz, pois não há participação no Reino de Deus sem participação como servo sofredor. Pois este Rei ascende ao trono através do sofrimento na cruz. A cruz nos ensina que não devemos esperar que tudo nos vá bem. Não devemos esperar ter êxito em tudo. Jesus está também ensinando que aquele que quiser ser o maior terá que ser o menor, o servo de todos. Pois Jesus despreza o modelo comum onde os maiores dominam sobre os pequenos. A cristologia que não leva em conta a identificação do Messias com o servo sofredor é uma cristologia incompleta e insuficiente, pois o chamado de Cristo não é para exercer o poder através do medo e do autoritarismo, mas um chamado a servir. E somente na medida em que aprendemos a servir é que estamos em condições de participar realmente do seu Reino. Jesus não serviu para ser popular e para ser servido pelos demais, mas por amor e compaixão.
A Igreja é o Corpo de Cristo, e recebeu a incumbência de continuar a missão encarnacional de Jesus Cristo, seguindo o seu exemplo. Aqui vemos como a Missão da Igreja se deriva da cristologia, da natureza de Cristo e de sua missão de Rei e Servo Sofredor. E é fácil perceber como tudo isto se relaciona com a Escatologia, pois está ligado aos cumprimentos dos propósitos últimos de Deus na história da redenção e restauração e estabelecimento do seu Reino. Vemos também que a própria natureza de Cristo que se revela como Rei e Servo Sofredor ao mesmo tempo, temos aí também a natureza multidimensional do Reino de Deus.
O Reino possui uma natureza multidimensional, pois é tanto presente como futuro, tanto realização quanto expectativa, tanto pessoal quanto social, tanto celeste quanto terrestre, tanto interno e como externo, sendo tanto Missão de Deus, de Cristo e do Espírito quanto missão da Igreja, e se estabelece tanto de maneira gradual e paulatina quanto de modo abrupto, crítico e cataclísmico. Nenhuma destas dimensões deve ser entendida a despeito da outra.
Não se pode negar que o Reino de Deus já foi inaugurado. Paulo diz que “é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte” (1Co 15.25-26). Neste texto, Paulo fala do Reino de Deus em termos da presente era, ao afirmar que é necessário que Jesus reine pondo de maneira gradativa um a um os inimigos debaixo de seus pés, e, falando ainda que o último inimigo a ser destruído será a morte, sendo que, neste mesmo capítulo, mais adiante, ele ensina que a morte será tragada pela vitória da ressurreição que se dará por ocasião da Segunda Vinda de Cristo. Sendo assim, a Segunda Vinda marcaria o fim e não o começo desta etapa do Reino de Deus em que Jesus reina até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés, pois será somente aí, na Sua Segunda Vinda, que se dará a destruição da morte que será o último inimigo a ser posto debaixo dos seus pés. Não há como escapar desta conclusão sem ferir o claro e real significado deste texto. E Paulo, ainda, afirma claramente que os cristãos já estão no reino de Jesus, dizendo: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). E não podemos esquecer que a mais básica e primitiva de todas as confissões cristãs é “Jesus é o Senhor”. Tal afirmação possui muitas implicações pessoais, sociais, políticas e ecológicas. Tantos foram os cristãos que morreram por causa desta aparente “simples” confissão, que significa mais do que dizer que Jesus é o Senhor da minha vida, pois Jesus é o Senhor de todo os reinos do Mundo. Não existe um único grão de areia deste planeta que não esteja debaixo de seu senhorio, por esta razão Jesus é aclamado como sendo “O Rei dos reis e O Senhor dos senhores”.
O seu Reino, como vemos em muitas parábolas, como a do Grão de Mostarda, por exemplo, se estabelece no mundo de maneira paulatina e até mesmo imperceptível para muitos. Figuras de linguagem que descrevem a missão da Igreja e o Reino de Deus tais como Sal, luz e fermento também apontam para o caráter discreto, mas eficaz da manifestação do Reino. O sal está na comida, você saboreia a comida, mas não diz, “Hum, que sal gostoso!” A luz também está no ambiente, você aprecia a paisagem, mas não é comum ouvir alguém admirando a luz. O fermento permeia e leveda a massa, mas sua participação, embora eficaz, não é chamativa.
Jesus já reina hoje, mas seu senhorio ainda não está manifesto de modo a ser percebido por todos. Somente por ocasião da Segunda Vinda é que tal senhorio será revelado e manifesto de modo incontestável, quando “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”. A Segunda Vinda de Cristo descrita como dia de sua manifestação: de maneira que nenhum dom vos falta, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.7). “E então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda” (2 Ts 2.8). “Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.7). “Mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis (1 Pe 4.13). E este será também o dia da revelação dos próprios filhos de Deus: “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8.19).
Devemos tomar cuidado para que, a pretexto de sermos realistas, não venhamos a desprezar ou negar a realidade presente do Reino de Deus com suas evidentes implicações para a Missão da Igreja. Pois, ser realista é guardar as devidas proporções bíblicas entre a realidade presente e futura do Reino de Deus, evitando os extremos do negativismo e pessimismo de um lado e do triunfalismo de outro. Mas não podemos chamar de realismo bíblico, aquilo que sufoca o devido, comedido e apropriado otimismo em relação à Missão da Igreja na era presente como agente e comunidade do Reino. Jesus expressou realismo e otimismo num mesmo texto, dando a devida preeminência ao aspecto do otimismo quando disse aos seus discípulos: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). As forças aflitivas do mundo não podem ser motivo de desculpas para atitudes escapistas, conformistas e pessimistas, pois Jesus venceu o mundo e baseados nisto temos bom ânimo.
Temos também razões para crer que a Igreja será bem sucedida no cumprimento de sua missão, primeiro por que o Senhor Jesus ao comissionar seus discípulos fez questão de dizer que todo poder lhe havia sido dado tanto no céu como na terra e garantiu que sempre estaria com eles (Mt 28.18), disse também que eles receberiam o poder do Espírito para serem testemunhas do Rei em todas as partes do Mundo (At 1.8), e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja e que certamente o Evangelho seria pregado para testemunho a todas as nações antes do fim (Mt 16.18 e 24.14). A Bíblia também diz que “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hc 2:14), o que o retrato de uma visão poderosa do futuro do Reino de Deus que deve inspirar e mover a Igreja ao cumprimento de sua missão. Jesus também cuidou de amarrar o valente e concedeu poder aos discípulos sobre os demônios e sobre todo o poder do inimigo (Mt 12.28 e Lc 10.18,19). Paulo disse que os cristãos que vivem neste mundo já estão assentados juntamente com Cristo nas regiões celestiais acima de todo principado e potestade e abençoados com toda sorte de bênçãos e graças espirituais (Ef 1.3, 20-23 e 2.6). Além disto, muitas parábolas do Reino mostram que o Reino crescerá aqui na Terra assim como o trigo, como o grão de mostarda e como o fermento que leveda toda a massa (Mt 13).
O Reino de Deus foi inaugurado na Primeira Vinda. A batalha decisiva já foi ganha, mas a luta continua até a Segunda Vinda. Enquanto isto, o Reino de Deus na era presente é caracterizado pela tensão entre o já e o ainda não. O cristão caminha a sombra da cruz e a luz da ressurreição. A entrada triunfal de Jesus em sua primeira vinda foi montado num jumentinho (Mc 11.7) e seu estilo de liderança foi pautado em atitudes humildes de serviço, exemplificado no ato de lavar os pés dos discípulos (Jo 13.5) e quando ensinou aos seus discípulos que o maior no Reino dos Céus é aquele que é humilde, aquele se coloca como o menor, numa condição de servo de todos, numa radical inversão de valores (Mc 10.44, Mt 18.4). Jesus venceu na cruz (Cl 2). A cruz deve ser também uma característica marcante de seus seguidores (Lc 9.23). O Poder se aperfeiçoa na fraqueza (2 Co 12.9). O tesouro foi posto em vasos de barro (2 Co 4.7).
O Reino de Deus será plenamente manifesto na Segunda Vinda – Dia do Senhor, quando teremos a Batalha Final. Diferentemente da Primeira Vinda, Cristo regressará com grande poder e glória, vindo sobre um Cavalo, não mais sobre um jumentinho (Mc 11.7), e destruirá o inimigo com o sopro de sua boca (2 Ts 2:8).
O crente já vive tanto na era presente como na era futura, pois já está em Cristo e é um com ele. E, como diz Paulo, já está assentado com Cristo nos lugares celestiais, este fato tem relevância para sua vida presente aqui neste mundo. Imbuído de sua nova posição em Cristo e consciente da perfeição final que herdará por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, o cristão “considera sua salvação atual à luz daquela perfeição final”i

Será que é assim mesmo? Lembra Senhor - Uma Crítica a Canção

Lembra Senhor - Uma Crítica a Canção

Nos velhos tempos da minha mocidade, havia um alegre "corinho" que dizia: "tropeça aqui, ôôô... cai acolá, mas de novo levanta e começa a cantar!" Quem é da velha guarda deve lembrar bem. Sabe, a gente cantava este cântico com muita naturalidade sem perceber suas implicações, até que um pastor nos chamou à atenção para a maligna sugestão embutida no verso, que nos induzia a tratar a questão do pecado de maneira leviana e inconsequente.

Sugestão semelhante aparece no refrão de uma canção atual que é muito popular entre os evangélicos do Brasil:

Lembra Senhor, juraste o teu amor
E nada pode mudar o que sentes por mim
Nem os meus pecados
Lembra Senhor e faz mais uma vez
Os teus sinais e saberão que ainda és o mesmo Deus
Banda Toque no Altar

Segundo esta canção, Deus jurou amor incondicional de modo que nada pode mudar o que Deus sente pelos seus filhos, nem mesmo o pecado. Será que é assim mesmo? As promessas e o amor de Deus são incondicionais? Os pecados não afetam a relação entre Deus e os homens? Os pecados dos homens não afetam os sentimentos de Deus?

Se isto fosse verdade, teríamos base para concluir que toda a humanidade seria salva no final das contas, pois Jesus declarou o amor de Deus por todo mundo (Jo 3.16). Se for verdade que nem os pecados podem mudar o que Deus sente por seus amados, então a humanidade pode ficar sossegada em seus pecados, descansando no amor incondicional de Deus. Se o amor de Deus é incondicional, então não há lugar para o castigo eterno.

Procurarei demonstrar pelas Escrituras Sagradas que o pecado é coisa séria, que afasta os homens de Deus; E que existe, sim, o risco dos salvos desviarem-se do caminho da salvação, pois as Alianças do Antigo e do Novo Testamento são condicionais, bem como as promessas e o amor de Deus.


HÁ INÚMERAS EXORTAÇÕES BÍBLICAS SOBRE O PERIGO DA APOSTASIA, O RISCO DE CAIR, SOBRE A NECESSIDADE DE PERSEVERANÇA E SANTIDADE.

Isaías profetizou:
“Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Is 59:2).


Paulo mesmo fala sobre o risco dos fiéis desviarem-se da fé:
“Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará” (2 Tm 2:12);
“Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas (1 Tm 1:6);
“Porque já algumas se desviaram, indo após Satanás  (1 Timóteo 5:15);
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1 Tm 6:10);
“Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e ás oposições da falsamente chamada ciência, a qual, professando-a alguns, se desviaram da fé...” (1 Tm 6:19-21);
“Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor. Se ignorar isso, ele mesmo será ignorado” (1 Co 14:37-38);
“Os quais se desviaram da verdade...” (2 Tm 2:18).
Quando Paulo, em Romanos 8.35-39, diz que nada pode separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, certamente não está se referindo ao pecado, pois jamais seria capaz de contradizer as Escrituras Sagradas que claramente ensinam que o pecado faz separação entre Deus e os homens.  O que Paulo quer dizer é que nenhum ser por mais poderoso que pareça ser e nenhuma tribulação por mais dura que seja tem poder em si para nos afastar do amor de  Deus.  Isto não significa o mesmo que dizer que o crente não corre o risco de afastar-se deliberadamente do amor de Deus por apego ao pecado.


O Apóstolo Paulo fala dos cuidados que ele mesmo tinha que tomar para não vir a ser reprovado:
“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Cor 9:27).


Paulo menciona a apostasia de Demas:
“Porque Demas me desamparou, amando o presente século... (2 Tm 4:10), que até então havia sido um fiel cooperador (Filemon 1.24 e Co 4.14).


Paulo exorta a perseverança:
“E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus” (At 13:43);
“... e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração” (At 11:23);
“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo... para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef 6:11-13);
“Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra” (Tt 1:16)
"Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados" (2Co 13.5).


Paulo chama a atenção dos crentes para que eles não incorram nos erros daqueles que caíram em pecado e perderam a salvação. Tudo o que está escrito na Bíblia serve para nosso ensino e advertência.
“Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar.
Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. Contudo, Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto. Essas coisas ocorreram como exemplos para nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram. Não sejam idólatras, como alguns deles foram, conforme está escrito: "O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra". Não pratiquemos imoralidade, como alguns deles fizeram — e num só dia morreram vinte e três mil. Não devemos pôr o Senhor à prova, como alguns deles fizeram — e foram mortos por serpentes. E não se queixem, como alguns deles se queixaram — e foram mortos pelo anjo destruidor. Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” (1 Co 10:1-12).
 "Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos" (Gl 6.7-9).


Pedro também fala sobre o perigo da apostasia:
“Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça” (2 Pe 2:15).
“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviaram-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao lamaçal” (2 Pe 2:20-22).
"Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam. Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém." (2 Pe 3.17 e 18)


O autor de Hebreus também adverte para o risco de se perder a salvação e da necessidade da perseverança para se alcançar a promessa:
“Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação...” (Hb 2:1-3).
 “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo. E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada. Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança” (Hb 6:4-11).
 “Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus;” (Hb 12:25).
 “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” (Hb 10:36).



João escreveu seu livro para levar certeza para os salvos, afirmando que existem frutos como evidência para a salvação:
"Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos aos irmãos. Quem não ama permanece na morte" (1Jo 3.14)


Tiago diz que cristãos infrutíferos não podem estar seguros de sua salvação
"fé sem obras é morta" (Tg 2.26; cp. Jo 15.2)


João Batista advertia para o perigo de uma vida destituída dos frutos dignos de arrependimento, afirmando que a promessa de Deus é condicional ao genuíno arrependimento:
“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mt 3:8-10).


Jesus é enfático sobre a necessidade de perseverança e frutos:
“Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24.13).
“Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Mt 7:19);
“Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (Jo 15:2).
“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações” (Ap 2:26).
“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus” (Ap 2:7);
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Ap 2:17);
“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3:21);
“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3:5);
“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (Ap 3:12).
“Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (Ap 2:16);
“Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu; obedeça e arrependa-se. Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você” (Ap 3:3);
“Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar” (Ap 2:5).


Esta é a mesma lição que Jesus dá nas parábolas do Talentos (Mt 25.14-30), dos Lavradores Maus (M 21.17-44), Servo Infiel (Mt 24.45-51; Lc 12.35-48), Dez Virgens (Mt 25.1-13), Julgamento das Nações (Mt 25.31-46), Parábola da Figueira infrutífera (Lc 13.6-9). O ensino é claro, quem não multiplica o talento, os lavradores maus, os servos infiéis, as virgens imprudentes, os mau feitores, a figueira infrutífera, o que não está dignamente trajado (Mt 22), o que é morno em sua conduta e devoção cristã (Ap 2.15-16), todos estão sujeitos à condenação no juízo final. O ramo, mesmo estando ligado a Videira Verdadeira, se não der fruto, está pronto para ser cortado e lançado fora (Jo 15.2), assim também o sal que se tornar insípido e imprestável é jogado fora (Mt 5.13), e aquele que é morno em sua conduta cristã está prestes a ser vomitado por Deus (Ap 2.15-16).

As Alianças do Antigo e do Novo Testamento  não foram estabelecidas de modo incondicional. Promessas são feitas de modo condicional.  Estão repletas da condicional “se”:
“Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações” (Ex 19:5);
“Mas terão maldição, se desobedecerem aos mandamentos do Senhor, o seu Deus, e se afastarem do caminho que hoje lhes ordeno, para seguir deuses desconhecidos” (Dt 11.28);
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2 Cr 7:14);
“Se o homem não se arrepende, Deus afia a sua espada, arma o seu arco e o aponta” (Sl 7:12);
“E se ele fizer o que eu reprovo e não me obedecer, então me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor dele” (Jr 18:10);
“Agora, corrijam a sua conduta e as suas ações e obedeçam ao Senhor, ao seu Deus. Então o Senhor se arrependerá da desgraça que pronunciou contra vocês (Jr 26:13);
"Ouça, meu povo, as minhas advertências; se tão-somente você me escutasse, ó Israel! Não tenha deus estrangeiro no seu meio; não se incline perante nenhum deus estranho. Eu sou o Senhor, o seu Deus, que o tirei da terra do Egito. Abra a sua boca, e eu o alimentarei. "Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me. Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos. "Se o meu povo apenas me ouvisse, se Israel seguisse os meus caminhos, com rapidez eu subjugaria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários! Os que odeiam o Senhor se renderiam diante dele, e receberiam um castigo perpétuo. Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria" (Sl 81:8-16).
"Se alguém quiser ser meu discípulo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mt 16.24-26).
“Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar” (Ap 2:5).
“Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14).


Fé e obediência são inseparáveis. Paulo escreveu a Tito a respeito daqueles que professam conhecer a Deus, mas que por sua desobediência provam sua falta de fé (Tt 1.16). Para ser salvo a pessoa precisa confessar o senhorio de Cristo (Mt 7.21-23; Lc 6.46-49, Rm 10.9, 13, 1 Co 12.3). É necessário renunciar ao ego, como exortou Jesus "Se alguém quiser ser meu discípulo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mt 16.24-26). Jesus não pode ser Salvador sem Ser Senhor. É necessário tê-lo como Senhor e não apenas Salvador, arrependimento e não apenas fé, ser discípulo e não apenas crente, segui-Lo e não apenas encontrá-Lo, obedecê-lo e não apenas amá-lo da boca pra fora, tornar-se uma bênção, e não apenas receber as bênçãos, dar e não apenas receber, amar e não apenas ser amado, perdoar e não apenas ser perdoado, esforçar-se e não apenas esperar em Deus, multiplicar o talento e não apenas preservá-lo, buscar o Reino e não apenas aguardar, permanecer e não apenas iniciar o caminho, vencer e não apenas apenas contemplar a vitória de Cristo e dos heróis da fé, tudo isto com a capacitação do Espírito gracioso de Cristo.

A graça e a misericórdia divinas também não são incondicionais
Pela graça e misericórdia de Deus, nós recebemos o perdão dos pecados: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9). Mas o que busca o perdão, deve também estar disposto a perdoar. Uma vez, um irmão na fé, me fez uma pergunta estranha. Ele queria saber se eu orava toda a oração do "Pai Nosso". Eu disse que sim.  Então, meu amigo finalmente abriu o jogo, quando perguntou: "Mas mesmo aquele trecho que diz:  'assim como nós perdoamos aos nossos devedores'"? Assim como este meu amigo, tem muito cristão com sérias dificuldades diante deste trecho da oração. Mas é óbvio que deixar de orar este trecho não muda o fato de que o Senhor espera que o perdão recebido se transforme em perdão repartido, senão... Lembremos do ensino da  parábola do credor incompassivo que tendo recebido perdão de sua imensa dívida, na sequência, não perdoou aquele lhe devia bem menos, e, no final das contas, acabou sendo questionado por este ato incongruente, vindo a ter o seu perdão cancelado, pois foi tratado do mesmo modo incompassivo com que tratou ao que lhe devia (Mt 18.23-35). Como bem ensinou Jesus no Sermão do Monte: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia" (Mt 5.7) e "...perdoai e sereis perdoados... porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também" (Lc 6.37,38). "Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo"(Tg 2.13).



Chegará o dia em que prestaremos conta de todos os talentos e graças recebidos (Mt 25). “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito...” (2 Co 5.10). Devemos ser frutíferos, senão seremos cortados da Videira Verdadeira (Jo 15.2). Como também disse Pedro: “Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos. Todavia, se alguém não as tem, está cego, só vê o que está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão, e assim vocês estarão ricamente providos quando entrarem no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 2.8-11).



Precisamos tomar cuidado para confirmar o nosso chamado e eleição, precisamos cuidar para não tropeçar, pois é desta maneira que nos será amplamente suprida a entrada no reino eterno. Por esta razão é que Pedro também adverte nesta mesma carta: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviaram-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao lamaçal” (2 Pe 2:20-22).



O autor de Hebreus também adverte para o risco de se perder a salvação e da necessidade da perseverança para se alcançar a promessa (Hb 6.4-8, 12; 10.26-38). O autor de Hebreus apresenta uma boa ilustração sobre o relacionamento da graça de Deus e as boas ações humanas, demonstrando que aqueles que recebem a graça devem produzir os respectivos e esperados frutos: "Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus, mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada" (Hb 6.7-8).



As promessas de Deus a Israel eram incondicionais?

No A.T. existem dois tipos de promessas feitas a Israel: 1) Promessas naturais (que foram ou cumpridas ou canceladas devido a desobediência); e, 2) Promessas espirituais (que têm seu cumprimento na Igreja, o Israel de Deus, composta de judeus e gentios crentes em Cristo). As promessas feitas a Israel são condicionais (Mt 3.7-12; Jo 8.31-47).

Os genuínos descendentes de Abraão são os que fazem as obras de Abraão. (Jo 8.37; comparar Gn 15.6 com Jo 8.39, 40, 42,47) Filhos naturais de Abraão são chamados de filhos de Satã.

Podemos encontrar passagens paralelas para quase todos os textos usados pelos como contendo promessas incondicionais (Ex. Comparar II Sm 7 com 1 Rs 9.4-9) e mesmo quando as condições não estão explícitas, elas estão implícitas (Js 8.34). Sabemos que a profecia de Jonas era condicional, mesmo que tenha sido apresentada de forma incondicional: “Em 40 dias Nínive será destruída”. (Ver também Dt 28.1-15).

A fé de Abraão era uma condição implícita no que diz respeito a promessa (Gn 15.6). A circuncisão também era uma condição (Gn 17.14). Obediência é condição (Gn 22.1-12; 26.5 comparar com Hb 11.8).



PROMESSAS      CONDIÇÕES

Gn 12.2                  Gn 12.1

Gn 15.5                  Gn 15.6

Gn 17.4                  Gn 17.9

Gn 14.2-8               Gn 17.9

Gn 17.10,11           Gn 17.14; Ex 13.4,5

Dt 28.1-14              Dt 28.15

Dt 30.15,16            Dt 30.17-19; Js 8.34; 24.20

2 Sm 7                   1 Rs 2.3,4; 9.4-9; 11.11; 21.8; 1 Cr 28.7

2 Cr 7.16-18          2 Cr 7.19-23


As promessas feitas a Israel no A.T. eram condicionais e Israel não observou tais condições, o que gerou a necessidade de Deus estabelecer uma Nova Aliança (Jr 31.31,32; Hb 8.6,7,13). A “Nova Aliança” com a “Casa de Israel” (Jr 31.31-34) teve seu cumprimento em Cristo na Igreja (Hb 10.15-20), que inclui o remanescente de Israel e os gentios que são filhos de Abraão pela fé (Ef 2.14 e Gl 3.6-9).



O amor de Deus não é incondicional

Deus ama os pecadores, mas este amor é condicional O pecado afasta o homem de Deus e provoca a ira de Deus, seu justo juízo que pode levar a condenação eterna. Os que primeiramente eram objetos do amor de Deus, podem vir a se tornar objetos de sua ira. Portanto, a ideia de que o amor de Deus é incondicional não encontra respaldo bíblico e desemboca em universalismo, que é a ideia de que Deus salvará a todos. pois amor incondicional não combina com Juízo Final e castigo eterno.

Basta refletir sobre o significado da palavra: "incondicional", ou seja, que não impõe condições, para concluirmos que ela é inadequada, pois sabemos muito bem que Deus impõe condições para o seu relacionamento amoroso com os homens. Deus exige ser amado sobre todas as coisas (Mc 12.30). Deus estabelece também algumas condições para a salvação, como arrependimento e fé (Mc 1.15). Deus é paciente, disciplina a todo filho a quem ama, mas se o filho persistir em seu erro, acabará acumulando ira para o dia da ira (Rm 2.15; Mt 23.31-32). Ou seja, até a paciência de Deus tem limite. Dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10.31). Em seu amor, Deus concede oportunidade para o arrependimento, mas as oportunidades não são infinitas. Jesus espera que as pessoas aproveitem o tempo sobremodo oportuno de arrependimento, pois, senão... “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu...Então, darei a cada um de vós segundo as vossas obras” (Ap 2:21-23). Atente para o que está escrito em Josué 24.20: “Se deixardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, então, se voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem”.

No mais belo texto das Escrituras Sagradas, Jesus declara o amor de Deus por toda a humanidade, mas estabelece a fé como uma condição para o usufruto deste amor: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Deus ama e espera ser amado e espera ser obedecido. “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5:15).

Deus ama os pecadores (Rm 5.8), mas exige arrependimento e fé (Mc 1.15) e também exige ser retribuído em amor (Mc 12.33). Seu mandamento é que o amemos sobre todas as coisas e que sejamos santos como ele é santo (Dt 11.13 e Lv 20.7 e 1 Pe 1.16). Por esta mesma razão é que Paulo veementemente afirma: "Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus (1 Co 6:9-10) e, igualmente, fala aos Gálatas: "Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus" (Gl 5:19-22).

O Apóstolo João diz que "Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1 Jo 4:8) e "Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte" (1 Jo 3:14). “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” 1Jo 2.4-6

Sei que é difícil imaginar Deus deixando de amar, ou pelo menos, deixando de demonstrar amor, mas é ainda mais complicado imaginar que ele segue amando ou demonstrando amor de maneira incondicional aqueles que serão condenados ao castigo eterno. Enquanto amor e castigo pedagógico combinam, o mesmo não pode ser dito de amor e castigo eterno. Deus precisa estar bem aborrecido para condenar alguém ao inferno, dizendo: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41). E Jesus precisa estar muito enojado de alguém para vomitá-lo como diz que estava prestes a fazer com alguns da Igreja de Laodiceia (Ap 3.16). Podemos concluir que a paciencia, a misericordia e o amor de Deus possuem limites. Tais limites tem a ver com a sua justiça.

Além disto, vemos na Bíblia que o amor de Deus é bastante exigente. Deus deseja ser correspondido em seu amor. "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37). Deus ama os pecadores, mas este amor tem suas expectativas, de modo que o ser amado corre o risco de não desfrutar das benesses do amor de Deus caso não corresponda positivamente ao amor recebido.

Assim como o perdão recebido é cancelado quando não se converte em perdão repartido, assim também acontece com o amor que recebemos de Deus.

Se o amor de Deus fosse realmente incondicional, então, não haveria necessidade de nenhuma advertencia, porque não haveria nenhum risco de condenação, pois não haveria como separar Deus de seus amados. Se o amor de Deus fosse realmente incondicional, então Deus continuaria infindamente amando Satanás. Creio que não é este o caso.

A Bíblia fala muito sobre a ira de Deus, que é um reflexo de seu caráter justo. Precisamos coadunar bem o amor e a justiça para não desenvolvermos uma ideia adocicada e distorcida de Deus que acabe desembocando no universalismo que assevera a salvação final de todos.

Portanto, é errado afirmar que os pecados não afetam o relacionamento do crente com Deus. Está bem equivocado aquele que pensa que o amor, a graça, as Alianças e as promessas de Deus são incondicionais. Não se deixe enganar!


Concluo lembrando as seguintes palavras de nosso Senhor Jesus Cristo:
“Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele" (Jo 14:21)





Em amor,

Por Bispo Ildo Mello - Revisado por Vanessa de Carlos
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Será que levantar a mão para "aceitar Jesus" basta? Certamente que não! Descorda? Veja o vídeo abaixo:

Existem milhares de pessoas dentro das igrejas que estão caminhando rumo ao inferno sem ao menos saber! Não acredita? Assista o vídeo:


Laodicéia, a sétima igreja do Apocalipse

Meditando na carta de Jesus para a igreja de Laodiceia (Ap 3.14.21), a última das Sete Cartas do Apocalipse, observa-se que esta é a única igreja que apenas recebe reprimendas de Cristo. Jesus, cabeça da Igreja, conhece bem cada uma de suas igrejas. Ele exalta a virtude e recrimina o pecado. Mas, aqui, ele nada viu que fosse digno de apreço.

A igreja estava numa cidade muito próspera, que era conhecida por seus avanços no campo da medicina,  a ponto de elaborar um famoso colírio e Laodiceia também era afamada pela fabricação de tecidos finos. Mas, em vez de influenciar a cidade, a igreja é que estava sendo influenciada por ela.  O apego as coisas materiais e sua confiança nas riquezas, na medicina e na glória efêmera deste mundo haviam cegado os membros da igreja, provocando a perda da santidade e do fervor espiritual. “Não vos conformeis com este século” (Rm 12.2) e “não ameis o mundo e nem aquilo que há no mundo” (1 Jo 2.15).

Havia uma diferença gritante na maneira como os crentes daquela igreja enxergavam a si mesmos e como Jesus os via. Enquanto eles se consideravam abençoados a ponto de nem sequer dependerem mais de Deus (3.17), Jesus os via como carnais, pobres, cegos e nus. Mas, por sua misericórdia, Jesus ainda não desistiu deles, e, graciosamente (Is 55.1), lhes oferece ouro imperecível para sua verdadeira riqueza, colírio para abrir seus olhos espirituais e vestimentas verdadeiramente gloriosas para cobrir a vergonha da nudez deles (3.18).

Como um pai disciplina o filho que ama, Jesus está disciplinando a igreja no intuito de corrigi-la (3.19). Jesus também é claro a respeito do risco que os crentes estão correndo se persistirem naquela mesma condição espiritual. Sem fervor não dá! É melhor ser frio logo duma vez, pois o morno engana a si mesmo e também engana os outros. O morno acaba fazendo escola, ou seja, acaba influenciando negativamente os demais. Jesus mesmo exortou que o nosso falar deveria ser: "sim, sim ou não, não" (Mt 5.37)! Nada de mais ou menos! Nada de ficar em cima do muro! E, em outra ocasião, Jesus afirmou: "Quem comigo não ajunta, espalha" (Mt 12.30). Ou é ou não é! Ou somos ou não somos seus seguidores (Jo 12.42)!

Jesus deseja que sua igreja seja fervorosa. Mas fervor não deve ser confundido com fanatismo ou emocionalismo irracional que promove histeria coletiva. O culto precisa ser racional (Rm 12.1), os crentes maduros não devem raciocinar como crianças (1 Co 14.20), devem julgar cuidadosamente as profecias (1 Co 14.29), não devem crer em qualquer um que se diz cheio do Espírito Santo, mas, antes, devem provar os espíritos para saber se de fato procedem de Deus (1 Jo 4.1) e nem podem agir como loucos falando em línguas todos ao mesmo tempo (1 Co 14.23) pois Deus não é Deus de desordem (1 Co 14.33), portanto, tudo deve ser feito com ordem e decência" (1 Co 14.40). E cuidado com fogo estranho (Lv 10.1)!


Crentes mornos provocavam náuseas em Deus e estão prestes a serem vomitados (3.16). No entanto, mesmo nesta dura frase, vemos um sinal de esperança, porque só pode ser vomitado aquilo que está dentro. Portanto, notamos que aqueles crentes ainda estavam em Cristo, mas, como lemos mais adiante, Cristo não estava necessariamente dentro deles, pois é descrito como estando do lado de fora da igreja batendo à porta, procurando entrar, o que também é um forte sinal de sua compaixão.

Sendo assim, podemos estar em Cristo, mas pode ser que Cristo não esteja em nós. Algo parecido com o que Jesus diz em João 15: "Eu sou a videira verdadeira... todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, é cortado e lançado fora". Os ramos infrutíferos podem até estar na árvore, mas estão enfermos, porque, por alguma razão, a seiva da árvore não está chegando a eles, por isto não estão produzindo os devidos frutos, razão porque estão prestes a serem descartados.  Assim também acontece com o sal quando se torna insípido (Mt 5.13).

Nossa vitalidade e entusiasmo espiritual vem de nosso relacionamento com Cristo. Como os ramos precisam da seiva para terem vida, nós também precisamos da seiva da Videira Verdadeira que é Jesus. Ele é o nosso Pão Vivo! Verdadeiro alimento para as nossas almas! Jesus não pode ficar do lado de fora e nem na periferia de nossa existência. Jesus deve estar dentro de nossos corações, no centro de nossas vidas, governando nossos passos, para que sempre possamos dizer como Paulo: "Não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20).


"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (3.22)!

Por Bispo Ildo Mello - Revisado e editado por Vanessa De Carlos
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"Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus" (Am 4:12).

por Ildo Mello
"Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus" (Am 4:12).
A Parábola das 10 virgens (Mateus 25)

Existem dois extremos perigosos a respeito dos finais dos tempos: 1) Terrorismo espiritual e 2) fazer pouco caso.

Enquanto uns fazem o maior alarde e vivem atemorizados com a perspectiva dos finais dos tempos, outros não estão nem aí para a Segunda Vinda de Cristo. Buscam a Deus apenas por questões relacionadas a era presente. "Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão". (1 Coríntios 15:19)

Os cristãos não tem o que temer. A Segunda Vinda é uma boa notícia para os crentes. Os verdadeiros cristãos anelam por ela, clamando: "Maranata! Vem Senhor Jesus!", e nem temem a própria morte, pois, como Paulo, podem dizer: "desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor" (Filipenses 1:23). Devemos amar a Segunda Vinda de Cristo: "Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda" (2 Timóteo 4:8). No entanto, a Segunda Vinda representa ameaça de juízo para aqueles que não estão preparados e forem encontrados desprovidos do azeite em suas lâmpadas. O azeite é a fonte de luz da lâmpada. Não adianta ter a forma de lâmpada, pois, sem azeite, não há luz, mas apenas trevas. "Deus "retribuirá a cada um conforme o seu procedimento". Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade. Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça." (Romanos 2:6-8).

Ninguém sabe a hora.
Os sinais não foram dados para sabermos a data do retorno de cristo.
Jesus Cristo, no Sermão das últimas coisas, nos ensinou que sinais devem preceder sua Segunda Vinda. Os sinais não têm a intenção de nos conceder condições para precisar o dia da Segunda Vinda. Jesus denuncia a fascinação por cálculos (Mt 24.33-36). Os sinais mencionados por Cristo são inespecíficos para este fim, antes, o propósito é preparar o povo de Deus com a compreensão das pressões que terá de suportar. O propósito de Jesus é encorajar, não a especulação, mas a vigilância - fortalecer a fé e advertir os discípulos do que será a sua sorte como seguidores dela. Se os cristãos atentarem para as palavras de Cristo, saberão que a situação não está fora do controle de Deus, e que tem da parte Dele ajuda para perseverarem até o fim e serem salvos (Mc 13.13). Lembrando também que as tribulações do presente não se comparam a glória que está por vir com o retorno triunfante do Filho do Homem (Mc 13.24-27).

Deus esconde a data do fim dos tempos para que cada geração de crentes viva como se fosse a última.

Devemos estar sempre vigilantes, pois não sabemos quando se dará sua Segunda Vinda e também porque nosso encontro com Cristo pode se dar através da nossa própria morte. (Mt 24.42-25.13).

Todos os dias devemos fazer um exame de consciência. Devemos viver a cada momento como se fosse o último! Devemos viver sob a luz da eternidade.

Como disse, Wesley: "o cristão deve estar sempre pronto para pregar e para morrer".

Por que razão demora?
A demora tem a ver com a paciência de Deus que trabalha em favor de nossa conversão. Concede tempo para que as lâmpadas sejam cheias de azeite. Não se canse de esperar. Não abuse da paciência de Deus. Cuidado com o relaxamento. Não negligencie a oportunidade que Ele lhe oferece hoje. "Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2). Amanhã pode ser muito tarde!

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

"Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora! "
(Mateus 25:13)



Bispo José Ildo Swartele de Mello - Revisado e editado por Vanessa De Carlos


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Lei das Primícias e o Arrebatamento

Galera segue mais um estudo com o pastor Perry Stone. É longo, quase duas horas, mas muito esclarecedor.Para quem ama aprender sobre a Palavra de Deus não é um problema, não é mesmo?Então,separe duas horas para estudar esta palavra.Já pegou sua Bíblia, então vamos lá:


Bate papo acerca dos eventos atuais e as profecias bíblicas - Vale a pena conferir até o final!!!

Bate papo acerca dos eventos atuais e as profecias bíblicas com Perry Stone, Mark Biltz, Jonathan Cahn e Bill Sallus. Confira:



Há Salvação Fora da Igreja? - Heber Campos Jr.

Há Salvação Fora da Igreja? Neste vídeo, Heber Campos Jr. nos ajuda a entender melhor o assunto. Confira: 



Você tem certeza que permanecerá firme na fé amanhã?


Cristão, como você sabe que você será um crente aquando você acordar de manhã? E cada manhã até você encontrar Jesus?

A resposta bíblica é: Deus vai cuidar disso.

Você está satisfeito com isso? Isso faz você ficar apreensivo ao admitir que depende decisivamente de Deus? Espero que isso seja sua alegria e canção. Crer assim tem grandes implicações. Deixe a palavra moldar a sua mente nisso.

Devemos perseverar na fé para entrar no paraíso.

A palavra “devemos” em si mesma não é uma palavra evangélica. Em si mesma, dá a sensação de ameaça e peso. Mas não está por si mesma na Bíblia. “Devemos” ocorre junto de “ele vai” e “nós vamos”. “Nós devemos” se torna “nós vamos” porque “Deus vai”.

• “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Marcos 13:13). Nós devemos perseverar.

• “Se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;” (2 Timóteo 2:12).

• “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho …por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra … a menos que tenhais crido em vão.” (1 Coríntios 15:1-2).

Deus vai cuidar disso.

A perseverança na fé não é devida a nossa primeira profissão de fé como a saúde é devida a uma vacina apenas. A perseverança na fé ocorre porque o grande médico faz o seu trabalho de sustentação todos os dias. Continuamos crendo em Cristo não por causa dos anticorpos deixados na conversão, mas porque Deus faz sua obra de dar a vida e preservar a fé todos os dias.

• “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória,” (Judas 1:24).

• “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6).

• “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” (Jeremias 32:40).

• “(Cristo) também vos confirmará até ao fim… Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1 Coríntios 1:8-9).

• “O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” (2 Timóteo 4:18).

Nós vamos perseverar na fé.

Porque Deus vai cuidar disso, nós vamos — não apenas devemos — perseverar até o fim. Se fomos justificados pela fé, nós seremos glorificados. É tão certo quanto garantido.

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Romanos 8:30).

Quatro “R’s” derivam dessa segurança.

Renúncia

Nós renunciamos o peso da auto-preservação. Nós paramos de nos agitar e deixamos o bombeiro valente nos carregar para fora casa que está queimando. Nós não conseguimos sair. Ele consegue. Ele vai. “Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos.” (Jeremias 10:23).

Regozijo

Não ecoa o seu coração a alegria de Charles Spurgeon quando ele disse: “Oh querido amigos, o coração de alguém se regozija em pensar naqueles potentesdeveres e afazeres — aqueles pilares inflexíveis que a morte e o inferno não podem abalar — os deveres e afazeres de um Deus” (The Metropolitan Tabernacle Pulpit Sermons, Vol. IX (364)? “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” (1 Tessalonicenses 5:24).

Repouso

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28). O jugo é suave e a carga é leve porque Deus diz: Eu vou te carregar e você vai repousar em mim. “Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.” (Isaías 46:4).

Risco

Se você sabe que o seu futuro é seguro pelo seu onipotente e fiel Deus, as ameaças da terra e do inferno não podem evitar que você propague Sua Fama. A inferência que Paulo extraiu de “aos que justificou, a esses também glorificou” foi “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Portanto, vamos correr o risco de “tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada” (Romanos 8:35). Porque nada pode nos separar do amor de Deus, que está em Cristo (Romanos 8:39).

Por: John Piper. © 2013 Desiring God. Original: Você Continuará Crente Amanhã De Manhã?.

(John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.)

Revisado por Vanessa De Carlos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Um SEGREDO na interpretação do livro do Apocalipse

''Quando estava estudando o livro do apocalipse, tentando interpretar os eventos numa seqüência cronológica, gastei cerca de dez anos analisando cada texto e cada versículo. Passei esse tempo elaborando gráficos e quadros históricos, sem nenhum sucesso, pois sempre entrava em contradição nas minhas próprias conclusões. Eu nunca admiti qualquer contradição, pois tenho convicção que a Palavra de Deus nunca se contradiz. Durante esse tempo fiz inúmeras pesquisas na própria bíblia, desde Gênesis até o próprio Apocalipse, além de consultar cerca de cinqüenta livros de escatologia.

Comecei a entender a seqüência cronológica dos fatos apocalípticos somente quando descobri um detalhe muito interessante no livro do apocalipse, que eu estou chamando de “um segredo para a interpretação”.

Observe um detalhe em Apoc.4:1
Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

João foi convidado a subir ao céu para ter as visões do que iria acontecer. Nos textos seguintes ele se encontra no céu, vê o trono de Deus, os anjos e assim por diante, até o capítulo 11 inclusive. Desde o capítulo 4 até o capítulo 11, ele vê todos os eventos dos sete anos da tribulação até o fim, com o toque da sétima trombeta que acontece com a batalha do Armagedom.

Agora observe um detalhe em Apoc.13:1 (na versão RC)
E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia.

Agora João já não está mais no céu. Ele se encontra sobre a areia do mar, ou seja, ele está na terra, em uma praia. Estando na terra, ele começa a ter visões que são próprias da terra. Desde o capítulo 13 até o capítulo 16 ele relata novamente todos os eventos dos sete anos de tribulação até o fim, com o derramar da sétima taça.

Isto significa que João teve as visões dos sete anos da tribulação duas vezes, sendo que uma vez ele se encontrava no céu e em outra vez ele estava na terra. Na vida real, os eventos relatados nos capítulos 4 a 11 são iguais, paralelos e simultâneos com os eventos relatados nos capítulos 13 a 16.

Compare a visão dos 144000 assinalados, no capítulo 7 que são típicas do céu e os mesmos 144000 no capítulo 14, que são típicas da terra.

Mais interessante ainda quando vemos que os eventos referentes às sete trombetas vistas no céu são coerentes com as sete taças vistas na terra. Isto significa que os eventos das trombetas são exatamente os mesmos e simultâneos com os eventos das taças.

Para comprovar analise os textos de cada trombeta comparando com cada taça simultaneamente.

A diferença está somente na ângulo de visão. Citamos, a título de ilustração, o fato de duas pessoas estarem assistindo o mesmo jogo de futebol, uma estando no alto das arquibancadas e outra estando em baixo, ao nivel do campo. O jogo é o mesmo, mas o cenário visto pelas duas pessoas são diferentes porque estão em posições diferentes.

Conhecendo este “segredo”, o entendimento do apocalipse se torna muito mais fácil para ser interpretado."

Walter Ponci -  Extraído do blogdeescatologia.blogspot.com.br   e Revisado por Vanessa De Carlos

A Letra Mata, mas o Espírito vivifica  (2º Coríntios 3:6) - Oquê Paulo quis dizer com isso?





A Letra Mata, mas o Espírito vivifica  (2º Coríntios 3:6)

A realidade é que existe a letra que mata e os assassinos da letra.
Vamos começar por aqueles que matam a letra, ou seja, pessoas que interpretam erroneamente as Escrituras, afirmando que o estudo teológico é terrivelmente prejudicial à fé, ao ponto de matá-la; marginalizam a Teologia, criticam os eruditos e seguem indiferentes ao aprofundamento do conhecimento formal.
O academicismo prepotente ou a formalidade atrelada à religiosidade são algumas  silhuetas aparentemente ortodoxas que negam o Espírito e que podem matar a fé,  porém, o texto de 2 Co 3:6 fala de algo bem diferente.

Por que alguns são assassinos da letra?
Há várias justificativas para o assassinato da letra, dentre as quais destacamos as  principais:
O estudo teológico é censurado pelos preguiçosos, por aqueles que tentam  justificar sua acomodação educacional e  sua ignorância ( falta de conhecimento ou no popular: "burrice") atacando a Teologia e os estudiosos  das Escrituras Sagradas.

O estudo teológico é censurado pelos ignorantes espirituais, que desprezam  o saber por associá-lo a uma classe social superior incompatível com a fé  cristã;
O estudo teológico é censurado pelos espiritualizantes, por aqueles que  vivem com os pés e a cabeça nas nuvens e que apresentam sempre uma resposta espiritual, dizendo que Deus revela, fala, dá a palavra,  para tudo ao seu redor;
O estudo teológico é censurado porque ele incomoda, torna-se inconveniente  para os manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas possuírem, mais facilmente serão controladas. É um comportamento assumido pelos ditadores eclesiásticos e pelas seitas, nas quais o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e implanta um método sutil de controle total. (Só aqui Deus dá a palavra) Quanta mentira.

 Antes de qualquer outro argumento sobre a importância do estudo teológico é  preciso lembrar que as doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo e chegaram até  nós, porque teólogos comprometidos com a fé, estudaram e preservaram a verdade.
Uma das buscas mais profundas do homem é a da verdade. Mas essa busca não  pode trilhar por um caminho relativo porque, no mundo inteiro, avoluma-se a  multiforme apresentação do engano revestido de trapos da verdade. Bilhões vivem  sob o engano e a maioria jaz inconsciente do estado espiritual em que se encontra.

Às vezes, a diferença entre o verdadeiro e o similar é muito sutil, quase imperceptível.
A verdade é uma só, nada mais, nada menos; ao contrário da verdade, a mentira  apresenta-se sedutora sob multi formas: do engano aberto ao engodo oculto, da  mentira acadêmica às crendices populares. De todos os níveis do engano, o que consegue adentrar pelos portais da igreja, mesclado com resquícios da verdade, é o  que pode trazer maiores prejuízos à fé cristã.
Há dezenas de seitas pseudo-crístãs espalhadas por todo o planeta, disseminando  inverdades teológicas para todos os gostos. Há também um aglomerado de  doutrinas “novas”, perigosas e insustentáveis pela Teologia Clássica; primeiro  porque não foram anunciadas pelos os pais da igreja; segundo porque, não  apresentam historicidade eclesiástica e, por fim, porque são doutrinas que não têm  fundamentação bíblica.
Diante de tudo isso, perguntamos: O que seria da igreja sem a presença de homens  comprometidos com o estudo teológico e a preservação da verdade? Qual seria o futuro de uma igreja cheia de assassinos da letra?

A Bíblia é a verdade absoluta, mas é a Teologia que nos auxilia na retenção do conhecimento dessa verdade. A Teologia é a expressão da verdade única e absoluta, revelada na Bíblia Sagrada e o estudante de Teologia, além de conhecer  com maior intimidade a revelação divina, tem a oportunidade de tornar-se um  guardião da verdade, um apologista da fé. Se o estudo teológico é um instrumento indispensável para a preservação da doutrina dos apóstolos e saúde espiritual da igreja e se o texto bíblico de 2 Co 3;6  não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos, o que  significa “ a letra mata”? Se não é a Teologia, o que é que mata?

A Letra Mata - Mas qual Letra? 

O que mata não é o estudo e o conhecimento do significado espiritual das  Escrituras, mas exatamente o contrário. A falta de entendimento espiritual das  Escrituras Sagradas é que faz com que o homem não creia em Jesus para ter a  vida eterna (João 5:39-40). Jesus disse que a vivificação espiritual é feita através de suas palavras, que “São Espírito e Vida” (Jo 6:63).  De acordo com 2 Co 3:6, o que mata então? A observância da Lei de Moisés, em seus ritos e cerimônias, como um fim em si mesma. A letra é uma referência à Lei que foi entregue ao povo hebreu por Moisés, e que não tinha poder de conceder  vida; escrita com tinta em tábuas de pedra (Gl 3:12), especificando juízos sobre os  não cumpridores da Lei: "Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei,  não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém" (Dt 27:26 ).

O pecador conhece a Lei, a letra, mas não tem poder para guardá-la; sua carne é  fraca e logo transgredi essa Lei. O resultado dessa transgressão é morte e condenação. A lei mostra a condição depravada do pecador, mas não lhe dá poder  para ser transformado em um homem de natureza santa.   A Bíblia quando declara que "a letra mata", está dizendo que a lei tem a missão de  condenar apenas, não pode dar vida. A escrita da lei revela o quanto somos maus e  pecadores. A lei apenas mostra ao homem a sua incapacidade de agradar a Deus,  dessa forma a letra, (o mesmo que Lei), mata.

Mesmo que se busque cumprir rigorosamente a lei, ela não tem o poder de dar vida. Quem tropeçar em um só  mandamento, torna-se culpado de todos! (Tg 2:10)   No contexto de 2 Co 3:6 e noutras passagens do Novo Testamento, Paulo, o  apóstolo, mostra a superioridade da Nova Aliança diante da antiga, vivida pelos os  judeus.
Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que  estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da  letra. (Ro 7:6)
Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da  morte. (Ro 8:2)
Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as  minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:  (Hb 10:16)

O reino da Antiga Aliança foi limitado em termos de pessoas e de território, à nação  de Israel. Quando Deus revelou a Lei no monte Sinai, ele disse: “Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel.... vós me sereis reino de sacerdotes  e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Ex 19:3,6). Mas o reino da Nova Aliança não é limitado por um território geográfico e também  não se limita a uma raça ou etnia. Trata-se de um reino espiritual e universal (1 Pe 2:5). Jesus tem “toda a autoridade. . . no céu e na terra” e mandou os apóstolos  fazerem discípulos de todas as nações (Mt 28:18-20).  Paulo demonstra que os cristãos eram a carta de Cristo (2 Co 3:3), ministrada pelos  apóstolos e escrita com o Espírito do Deus vivo. Ele destaca que os cristãos, na  condição de cartas, não foram redigidos com tinta, antes, com o Espírito Santo. Não  em tábuas de pedras, mas em seus corações (2 Co 3:3).

Conclusão
O que mata não é o estudo e o conhecimento da Palavra de Deus gravada no coração daqueles que creem. O que mata é a ignorância espiritual  e intelectual  de permanecer na  caducidade da Antiga Aliança, negando a Lei do Espírito que entra no coração do  pecador e o vivifica, regenera e dá a vida. A Lei do Espírito que confere o elemento que a letra da lei não podia prover - o desejo e o poder de cumprir o mandamento de Deus.

   Autor do original :  BenneDen

  Compilado e  revisado por  Vanessa De Carlos

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Autorizamos o uso dos textos deste blog para todos os fins evangelísticos, sejam para mensagens, estudos, sermões, cópias, distribuições, divulgações, desde que: a) sejam mantidos os textos originais; b) seja mencionada a fonte e o autor; c) não sejam usados com fins comerciais e/ou lucrativos.

6 Planos de leitura Bíblica super legais! Agora não há mais desculpa para não ler a Bíblia.

Sempre que começa um ano fazemos planos, projeções, traçamos sonhos. Isso é muito bom! Só não é bom quando nos esquecemos de traçar objetivos espirituais e de comunhão com Deus. Pensando nisso, resolvi publicar alguns planos de leitura bíblica para ajudá-lo a estudar a Palavra de Deus e crescer espiritualmente.

Escolha o método abaixo que mais se adequa a você e comece o ano lendo a Bíblia a todo vapor. Disponibilizei para você um plano de leitura da Bíblia em 1 ano, um em 3 meses, um plano para novos convertidos, um plano de leitura da Bíblia em Excel e um plano para usar com crianças.

1 – Quadro de leitura bíblica. Aqui temos um quadro onde você pode marcar o que for lendo. Além disso, tem algumas dicas de como você deve ler a Bíblia. Ideal para você ir acompanhando o que vai lendo.Quadro de leitura da Bíblia – Clique aqui para abrir

2 – Plano de leitura bíblica para novos convertidos em 3 fases. Esse plano de leitura é ideal para quem ainda tem pouco tempo de conversão ou ainda não tem muito conhecimento da Bíblia. Ele traz três sequências interessantes de leitura que te fará conhecer os principais pontos da Bíblia em pouco tempo. Vale a pena fazer esse plano de leitura!
Plano de leitura bíblica para novos convertidos – Clique aqui para abrir

3 – Plano de leitura bíblica em 1 ano. Nesse plano você tem descritos quais capítulos da Bíblia precisa ler por dia para terminar a leitura em um ano. É um plano bem interessante, já que exige apenas uns 15 a 20 minutos de leitura por dia.Plano de leitura da Bíblia em 1 ano – Clique aqui para abrir

4 – Plano de leitura bíblica em 3 meses. Esse é uma dos plano mais arrojados de leitura da Bíblia. Vai exigir cerca de 1 hora de leitura por dia. Quem quiser topar o desafio, vá em frente.Plano de leitura da Bíblia em 3 meses – Clique aqui para abrir

5 – Plano de leitura bíblica para crianças. As crianças também devem ser incentivadas a ler a Palavra de Deus. Por isso compartilho um plano super legal que visa incentivar as crianças a ter um momento super divertido de leitura da Bíblia.Plano de leitura da Bíblia para crianças – Clique aqui para abrir

6- Plano de leitura bíblica em um 1 ano em Excel. Para quem gosta de acompanhar suas leitura com gráficos e informações adicionais, esse plano é super legal.Plano de leitura bíblica em 1 ano em Excel – Clique aqui para abrir